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terça-feira, 21 de outubro de 2014

O AMANHÃ É HOJE





Não mais esperemos o amanhã chegar, pois este amanhã que tanto esperamos pode se estender indefinidamente,  como a linha do horizonte se torna sempre distante quando mais caminhamos em sua direção.


O hoje, o agora, é a hora de pormos em prática a mudança que tanto planejamos, pois o hoje é o amanhã de ontem, não prolonguemos ainda mais a chegada do momento das mudanças, pois este momento depende unicamente de nós.


Não é fácil, mas o mais difícil é a conscientização de que as mudanças deveriam ser feitas, a partir de então adiá-las é apenas nos sentirmos açoitados pela nossa consciência, pois sabemos o que é certo, tomamos consciência da realidade dentro de nosso eu maior e enquanto não começarmos a colocar em prática nos sentiremos em falta, não com o mundo, mas conosco mesmo.


O amanhã é hoje, a hora é esta, basta de pontos de interrogações, de medos, de permitir que o orgulho e o egoísmo, nublem nossa disposição para a melhora.


O caminho é árduo, haverá empecilhos a serem superados, às vezes os espinhos machucarão nossos pés, farão nossa força de vontade enfraquecer, mas se tivermos fé não permitiremos que nada disso nos impeça de seguir com o nosso intento, seguirmos a nossa missão de forma limpa com a certeza que no amanhã que pode ser distante ou não, não nos envergonharemos de nós mesmos diante do Senhor, Daquele que a tudo enfrentou para poder nos exemplificar a Lei da Vida, a Lei do Amor, Ele não esperou o amanhã, aproveitou cada momento, para nos deixar a mais importante lição de vida: 

Sem amor puro, sem doação de si mesmo, sem caridade, sem anularmos o nosso próprio eu para estender a mão para o eu de nosso irmão, não estaremos no caminho da evolução, estaremos apenas retardando nossa evolução e a evolução da humanidade.



ditado pelo Irmão da Paz
psicografado por Luconi

em 21-10-2014

terça-feira, 16 de setembro de 2014

VIDA QUE SEGUE



Não foi tudo ilusão,
nem foi tudo em vão,
houve uma razão maior,
que cumpriu-se dentro do teu melhor.


Não te tortures,
entre tantos porquês,
assim haveria de ser,
assim o foi.


De ter-te ao seu lado,
o merecimento havia alcançado,
o carma final só não passaria,
irmã tão querida reencontraria.


Hoje tu sofres,
a alma se debate,
nas teias da emoção,
mas encontrarás resposta na razão.


Que te diz,
ter, amparar e perder,
era a minha lição,
reatar antigo laço, minha obrigação.


Mas eu te digo:


De tu mesma a renuncia,
este amor purificou,
aprendeste a amar,
como Jesus ensinou.


Então segue minha irmã,
vá te encontro com a vida,
o teu coração escuta,
ele te levará,
para nova sementeira.



Ditado por João de Albuquerque
psicografado por Luconi
em 11-09-2014


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

BENDITO SEJAM OS ANÔNIMOS





 Não fui perfeita, não fui santa, estive longe de ser aquilo que um dia me propus.
Não alcancei as metas há tanto tempo traçadas.
Deixei-me levar pela inconstância dos sentimentos que povoavam os meus dias.
Acreditei lutar a mais justa das lutas, mas tarde demais percebi que era só ilusão. Os ideais eram belos, mas por detrás dos idealistas existiam interesses bem diversos àqueles ideais.

Eu não percebi, era cega e surda a razão, para os meus ídolos eu sempre tinha uma boa desculpa, até que no final usei o velho chavão os fins justificam os meios, passando por cima de meus verdadeiros valores.

É antes tivesse sido uma anônima, aquelas que eu tanto desprezava por achá-las acomodadas à situação injusta sem nada fazerem. Aquelas tais anônimas, muitas plantavam sementes de amor, cultivavam a paciência e não se afastavam de seus valores, dignificavam seus lares e suas consciências não precisavam arrumar desculpa nenhuma para se calarem, pois estavam em paz.

Elas sofriam toda consequência da sociedade injusta, mas pacienciosas sabiam ser a estaca principal de seus lares. Davam a seus lares o alicerce firme e nem sempre tinham um companheiro que as valorizavam e as acompanhavam nos sentimentos nobres.

Mas, mesmo assim, elas persistiam magoadas, cansadas, injustiçadas, não deixavam transparecer, pois o amor que sentiam e a fé eram bem maiores que qualquer ferida de seus corações. Partiram, fizeram a grande viagem, julgando-se um nada, com chuvas de pétalas de rosas foram recebidas e elas ainda achavam que não mereciam.

Eu? Uma revolucionaria que serviu de instrumento útil na mão de quem soube usar a minha paixão por justiça, paixão cega, acabei ajudando a levar ao poder quem tanto mal ao povo, que eu defendia, fez.

Eu? Descobri tarde demais em vida que havia me enganado e como quem planta colhe conforme plantou, acabei sentindo vergonha de mim mesma, acabei numa vala vítima de quem queria calar a minha boca.

Como estou? Depois de mais de trinta anos, caindo em mim finalmente que os erros eram só meus e de mais ninguém,  me arrependendo deles, acabei concluindo que meu assassinato nada mais fora que consequência dos meus erros e finalmente o ódio passara.

Então irmãos me recolheram, e hoje após dez anos de tratamento, estudos e trabalho junto ao próximo, estou aqui passando este relato.

Bendita sejam as guerreiras anônimas da vida, aquelas que ninguém valoriza, ninguém ouve, aquelas que são o porto seguro de todos que as procuram, bendita sejam.

Hoje trabalho muito para um dia poder retornar e ter a honra de ser uma delas, uma guerreira anônima, apenas o alicerce para aqueles que precisarem.

Passo a vocês este relato, por que nos dias de hoje, mais e mais, assistimos a desvalorização daqueles que, homens ou mulheres, se sacrificam em prol de um bem maior que é o cuidar daqueles que a vida lhes deu sob tutela.


ditado por Zelda
psicografado por Luconi

em 11-09-2014

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

LAR TESOURO INCALCULÁVEL



Nesta terra existem muitos lares, cada qual constituído conforme aqueles que deles fazem parte.
Não é fácil constituir um lar e fazer que ele seja realmente um lar.

Para isso não importa se é próprio, alugado ou cedido, muito menos se é rico ou pobre, se foi construído com paredes de ouro ou se simplesmente de simples tábuas velhas coletadas pelas ruas ou em algum ferro velho, realmente não importa.
Para ser um lar realmente, não basta ter pessoas consanguíneas morando, aliás, se as pessoas que ali moram têm ou não laços de sangue também não importa.

Então o que importa?

Importa que exista o laço de união da mais pura fraternidade, importa que exista realmente o sentimento mais precioso da terra, O AMOR, um amor puro e desinteressado, um amor que crie união, cumplicidade, onde um se importa com o outro, um abre mão de seus pequenos prazeres pelo outro, onde um se alegra todos se alegram espontaneamente sem ciúmes, sem inveja, mas, se um se entristece todos sentem como se fossem consigo mesmo e se entristecem também, procurando ouvir sem julgar, colocando-se no lugar daquele que precisa de ajuda.

Também não passam a mão na cabeça, nas atitudes erradas de um, não, pelo contrário, tentam visualizar a razão do erro e dialogando com carinho e paciência, expõe sinceramente o seu ponto de vista, mas não impõe este ponto de vista. Permite que o outro tire suas próprias conclusões e trace suas metas para não mais acontecer de agir errado.

Em um lar todos os seus componentes têm o livre arbítrio de escolha, desejam a realização e a felicidade um do outro, respeitam um ao outro e por fim não são egoístas, abrem a porta deste lar para o mundo, para o irmão que não tem esta preciosidade.

Este abrir de portas é muito importante, pois é a prova que o amor que transformou a casa em lar, realmente é puro e não é de forma alguma egoísta, o egoísmo, o pensar só em si mesmo, o amar só aqueles que fazem parte do seu lar, são atitudes que demonstram claramente o baixo grau de espiritualidade daqueles que ali vivem, e portanto, este lar, esta união, é frágil e desabará na primeira ventania mais forte

O lar é o local onde cada um retorna após a luta de seu dia a dia, é no aconchego do lar que as energias são refeitas, é ali que os alicerces de cada um são fortificados e é exatamente no lar que estão as nossas provas mais difíceis. 

É ali que aquele que traz dentro de si a personalidade de déspota deve aprender a dominá-la, é no lar que o orgulhoso aprende a pedir desculpas e reconhecer seus erros, que o preguiçoso aprende o salutar exercício de compartilhar as obrigações do dia a dia não sobrecarregando a ninguém, aprende a estender a mão sem querer nada em troca, como também, aprende a esquecer as mágoas e a perdoar as afrontas, como também, é no lar que são reunidos desafetos para que os laços de amor sejam refeitos ou nasçam, por fim é no lar que aprendemos a AMAR da forma que Jesus nos ama.

Não meus amigos, não se entristeçam se não tiveres riqueza material, pois bem triste é aquele que coberto de ouro não encontra uma palavra de apoio e carinho, não conhece a cumplicidade que só os laços de amor trazem, para eles o lar não existe no verdadeiro sentido, mas sim no local que deveriam se refazer das lutas diárias, encontram um ambiente de batalha moral, de disputas materiais, como é miseramente pobre quem só tem uma casa e não um lar.

Quem possui um lar verdadeiro, possui o maior tesouro que pode existir na terra, 
deem valor a ele, olhem para aqueles que convivem com você debaixo do mesmo teto, olhem para dentro de si mesmo e percebam quantas vezes bateste o pé por bobagem e perdeste os melhores momentos de tua vida por puro orgulho, e o pior, com isto causaste a derrapada  daqueles que confiaram em ti e você neles para iniciarem a nova jornada na Terra.


ditado pelo Irmão da Paz
psicografado por Luconi

em 20-08-2014